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Jovem empreendedor troca a advocacia pelo ramo de decoração de interiores

Jovem empreendedor troca a advocacia pelo ramo de decoração de interiores

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Com apenas 28 anos, Halex Costa Silva deixou a cidade onde nasceu, Araguaína (TO), para iniciar a carreira em Santarém (PA). Anteriormente onde morava, gerenciava uma empresa também no ramo de móveis, com uma responsabilidade muito grande. Mas, foi quando preferiu mudar a rotina, começar a vida do zero em uma cidade promissora, com um mercado muito aberto, sem conhecer ninguém e nada a perder.

Primeiramente a intenção era se dedicar a concurso público para a área jurídica. O foco era outro. “Estudei Direito na Universidade Católica Dom Orione, mas nunca exerci. Tenho uma paixão pela advocacia, mas devido a muita coisa que tem acontecido no Brasil, já não vejo como algo prazeroso para mim, me decepciono a cada dia com tanta ‘falta de justiça’ e tantas lacunas na lei, que as impedem de ser exercidas mais rigorosamente. São muitos privilégios que os errados têm e não suportaria viver neste meio sem ser crítico e intolerante. Creio que tudo que a gente faz na vida se não for feito com amor nunca vai dar certo, seria um profissional frustrado e não obteria o sucesso que almejo”.

Decoração de interiores, Halex ama o que faz e sente intenso prazer. Cada detalhe em um ambiente encanta o jovem. Tudo começou através de uma cliente, logo que chegou em Santarém. “A cliente me procurou para fazer todo o projeto de seu apartamento, quando chegou na parte das cortinas, eu perguntei: ‘- Quem vai fazer as suas cortinas? ’ Ela disse que ainda não sabia! Eu disse que faria caso ela me desse a oportunidade, e, sem demora, ela respondeu: ‘- Pode fazer’”.

Só que havia um único detalhe em todo este processo, Halex nunca tinha pego em uma máquina de costura. O dinheiro que recebeu como entrada, comprou logo uma máquina e foi estudar, aprimorar e entender como fazer uma cortina de tecido. A partir disso, foi costurar junto com uma tia que também nunca tinha pego em uma máquina. “Éramos dois iniciantes com medo, porém com muita força de vontade”.

As confecções das cortinas eram feitas em uma sala bem pequena, onde morávamos. “Trabalhávamos por noites e noites costurando”. A entrega foi um sucesso e a cliente adorou o trabalho. A partir daí a procura pelas cortinas aumentou e muitos clientes foram surgindo, foi quando o jovem resolveu mudar de casa com cômodos maiores e abrir a Lex Cortinare.

Em 2017, o jovem percebeu que novamente precisava mudar o local da loja porque estava conflitando casa e loja no mesmo espaço. “Estava difícil atender os clientes em minha casa. Enquanto estava atendendo clientes de um lado, era barulho de panela do outro na hora do atendimento (risos).  Foi quando mudamos para um ponto comercial”.

Sempre atento às feiras de alta decoração, o jovem procura colocar em prática tudo que aprende fora do estado, buscando o que há de melhor nesse ramo de negócios. “Eu vou sempre em grandes eventos, feiras, exposições, renomadas lojas e fábricas. Busco a excelência que os nossos clientes merecem. Nosso foco agora é ir para Milão (Itália) e trazer o melhor de fora do país para a cidade”.

Halex não esconde o amor pela decoração. Dentro de uma casa seu fascínio está nos detalhes. “Eu observo até a iluminação do espaço para dar vida aos produtos que vendo. Se o tecido da cortina vai compor com o tecido da cadeira, que vai compor com o tecido do sofá e do tapete. Isso é harmonizar e dar vida ao ambiente. Trabalhamos com os sonhos das pessoas. Hoje nesse sistema que todos vivemos, uma correria sem fim, chega um momento em que queremos simplesmente o melhor conforto. É aí que nós entramos. Nosso trabalho é fazer com que as pessoas sintam prazer de estar em casa. É um trabalho minucioso e detalhista. Nós não trabalhamos simplesmente em vender um produto, trabalhamos com sentimentos, o emocional do cliente”, relatou.

O jovem não foi preparado para ser empresário.  Ele se tornou empresário pela necessidade de atender os desejos das pessoas. Halex conta que abriu a loja em meio à crise econômica que o país está enfrentando, mas quando ouvia falar em crise tapava os ouvidos. “A crise não vai entrar no meu coração.  Foi através dessa persistência que nós conseguimos estar onde estamos hoje”.

A prioridade de Halex é o trabalho. É um jovem workholic. Só tem horário para começar a trabalhar e finaliza um atendimento apenas quando o cliente se dá por satisfeito.

O negócio vai expandir e o empresário pretende abrir outras lojas por todo Brasil. “Conto com uma excelente equipe (entre loja e fábrica). Temos todo o maquinário – máquinas de costura, as mesas de passar e o elevador de cortinas, entre outros – tudo para oferecer sempre o melhor”.

“Esse crescimento se dá pelo empenho de toda equipe, que sempre se dispõe a oferecer um produto de qualidade. Nossa maior satisfação é o retorno das pessoas e ver o sorriso no rosto de nossos clientes. Sentimos o prazer de oferecer um trabalho bem feito e ter um produto de qualidade ímpar com a nossa marca, ” finalizou.

 

 

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